quinta-feira, 1 de maio de 2008

Monsenhor Padre Albino de Codessoso

Escrever sobre o Padre Albino é praticamente contar a história de Catanduva, desde 1918 até 1973 e muito mais.

Albino Alves da Cunha e Silva, português de nascimento, catanduvense de coração e Benemérito pelo título recebido da Câmara Municipal em 1968. Nascido em 21 de Setembro de 1882, ordenou-se sacerdote em 1905; foi forçado a fugir de Portugal para o Brasil em 1910. Em 28 de Abril de 1918 chegava a Catanduva (apenas 14 dias após a instalação do Município) para ser o seu 1º Pároco.



Padre Albino e criancas na casa da crianca Sinharinha Neto que ele mesmo construiu

Os primeiros tempos em nossa cidade foram difíceis, com poucos amigos, pois chegaram a ir até São Carlos para pedir ao Bispo que mandasse de volta o Padre antigo... Aos poucos, porém, foi conquistando a confiança da população através da vontade, da garra e da determinação. Como a Capelinha que encontrou era pequenina, resolveu construir uma Igreja, de bom tamanho, o que animou a todos porque todos precisaram contribuir e também porque o Padre não ficava só mandando... ele também ajudava no “batente”.

Museu Padre Albino

Após a Matriz de São Domingos, vieram tantas outras obras associativas, culturas, de saúde, filantrópicas, religiosas, etc., do qual foi o Idealizador, e tantas outras de quem foi Incentivador: Hospital Padre Albino, Asilo dos velhos, Vila São Vicente de Paulo, Casa da criança “Sinharinha Netto”, Congregação Mariana e outras associações religiosas, “Coleginho”, “Colegião, Orfanato “Ortega-Josué”, Capelas que depois se transformaram em paróquias, vinda das Freiras para o Hospital, Colegião e Educandário São José, vinda dos Padres Doutrinários (que construíram o Seminário “César de Bus”, o Santuário N. Senhora Aparecida e o Pensionato D.Lafayette (hoje Colégio Jesus Adolescente), a Faculdade de Medicina, etc.
Para as construções e, posteriormente, para a manutenção delas, precisava de dinheiro que era conseguido através de constantes visitas aos sitiantes e fazendeiros, bem como passando “listas” entre as pessoas consideradas ricas da cidade e pedidos aos políticos daqui e de fora, além das constantes e tradicionais quermesses.



Comemorando aniversário

Passou a ser uma das pessoas mais benquistas da cidade, admirado por todos porque, vivendo uma vida bem modesta, nunca se esquecia dos “seus pobres”. Não gostava que o chamasse de Monsenhor ou Cônego: queria ser apenas o Padre Albino que fazia o bem a todos, mas principalmente aos pobres, idosos, crianças e doentes. Nos seus 55 anos que passou entre nós pautou por seguir seu lema de vida: “viver inteiramente pobre. Sem dinheiro, sem bens, sem dívidas e sem pecado”.
Mas o Padre Albino, além de Pároco, era também uma autoridade local e, por isso mesmo, sempre que era convidado, participava dos mais variados tipos de eventos: reuniões, comemorações, solenidades cívicas, bênçãos, casamentos, batizados, retiros, procissões, encontro com autoridades, aniversários, etc.



Hospital Padre Albino

Ele faleceu no dia 19 de Setembro de 1973 (faltando 2 dias para completar 91 anos), e nos dias de hoje a devoção em torno de sua pessoa leva todos os anos milhares de pessoas irem até a capela aonde ele está sepultado para pedir proteção ou alguma ajuda, por cima de seu túmulo existem mais de 100 placas de agradecimentos por algumas graças alcançadas. Sem dúvida alguma Monsenhor Albino foi e sempre será a maior pessoa que já existiu em nossa cidade por tudo e a forma que ele fez suas obras aqui em Catanduva. As obras que ele nos deixou estão hoje sendo administradas pela “FUNDAÇÃO PADRE ALBINO, que em seu inicio em 1926 se chamava “ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE DE CATANDUVA”, e a partir de 1968 se transformou na atual “FUNDAÇÃO PADRE ALBINO”.

Fernando Abdo Banhos

Historiador e pesquisador do “Museu Padre Albino”

3 comentários:

Anónimo disse...

http://www.autarquicascbt2009.blogspot.com/

Fernando Abdo Banhos disse...

Maravilhoso o texto parabens ao Jornal!!!! se alguem for ou souber de informacoes sobre a familia de Monsenhor Albino favor entrar em contato comigo por esse email fpa.museu@terra.com.br pois sou um historiador e pesquisador Brasileiro querendo informacoes sobre a familia dele. Desde já agradeco!

Fernando Abdo Banhos
historiador e pesquisador do "Museu Padre Albino"

Anónimo disse...

"Informacoes sobre a familia de Monsenhor Albino " sugestão:CONSULTAR TODOS OS EXEMPLARES da revista FEITICEIRA,muito foi escrito sobre Monsenhor Albino.