
Os No Name Boys, “claque” afecta ao Benfica, é uma organização informal pois não está registada no Conselho Nacional do Desporto, segundo foi tornado público, apenas existem 10 claques registadas naquele organismo. Os No Name Boys, resultaram de uma desunião da claque Diabos Vermelhos. Da cisão resultou a ideia de dar continuidade a um projecto do grupo inicial, mas como já tinham um nome registado acabaram por ficar sem nome.
Após vários meses de investigação, foram detidos alguns dos seus elementos, indiciados por crimes de posse e tráfico de droga e roubo, danos e ofensas corporais, roubos e agressões. Nas buscas domiciliárias foram encontrados, droga, armas de fogo, munições, caçadeiras, revólveres, bestas, soqueiras, embalagens de gás de defesa, bastões, tacos de basebol, um machado, tochas, very-light, viaturas, um autêntico arsenal.
O Benfica tem-se demarcado, afirmando que esta claque funciona de forma ilegal, não é reconhecida pelo clube, nem tem deste qualquer apoio. O Presidente LFV já sofreu na pele a ira destes adeptos, quando foi insultado numa Assembleia Geral do clube, onde foi necessário a intervenção de força policial para serenar os ânimos exaltados.

Para apurar responsabilidades, foi criado o registo das claques no Conselho Nacional do Desporto, mas continuam algumas organizações a funcionar de forma ilegal, como esta situação que se passa com a “claque” dos No Name Boys.
São conhecidos alguns actos de violência perpetrados pelas claques de futebol em Portugal, pela claque do FCP “Super Dragões”, violência junto à Câmara Municipal do Porto, por causa das incompatibilidades geradas após as eleições, entre o Rui Rio e Pinto da Costa. Pensa-se que estiveram por trás das pressões ao Mourinho, Paulo Assunção para que este renovasse o contrato com o clube, vidros partidos ao treinador italiano Del Neri. Os No Name Boys, estiveram envolvidos em agressões a jogadores de hóquei em patins do FCP no Pavilhão da Luz, também são acusados de envolvimento do caso do incêndio ao autocarro do FPC em Lisboa.
Afinal para que servem as claques?

Sabe-se que parte dos elementos das claques, tem origem nos bairros sociais mais problemáticos do Porto e Lisboa, onde abunda o desemprego, exclusão social, tráfico de droga, e inserem-se nas claques dos clubes mais representativos, como forma de afirmação e estão dispostos a tudo.
Outra situação discutível é o financiamento destas organizações, como é que sobrevivem, quando se sabe que parte dos seus elementos são desempregados, onde arranjam o dinheiro para pagar deslocações, viagens ao estrangeiro, pagamento de bilhetes, t-shirts, cachecóis e alimentação?
Tráfico de droga?
Algumas claques tem lojas próprias (Super Dragões), onde vendem os seus próprios produtos, tem editado vários CDs, com músicas e cânticos de animação dos estádios, tem apoio de empresas e marcas e apoio dos seus clubes, na cedência de instalações para a sua organização e funcionamento e bilhetes mais baratos.
O futebol podia perfeitamente viver sem as estas claques organizadas, os adeptos podiam perfeitamente organizarem-se à hora do jogo, conviviam, cantavam, puxavam pela sua equipa comportando-se de forma ordeira e pacifica, sem por em risco a integridade física dos outros adeptos ou simpatizantes.
Em Itália, já se questiona a influência das claques em equipas de futebol, pois já são detentoras de parte do passe de jogadores, o que acresce mais um problema, que é a pressão que pode ser exercida sobre o treinador de futebol, nas suas opções técnicas, pois tem todo o interesse na valorização dos seus jogadores.
Esta situação dos No Name Boys, deveria merecer uma nova reflexão dos clubes, sobre a existência das claques de futebol.
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