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retratos muito mais vivos, muito mais parecidos com o original do que as
próprias fotografias das personagens que representam, desenhou-os êle de um só
jacto na pedra litográfica ou no papel autógrafo, entre a meia-noite e as cinco
horas da madrugada, em pé à banca, sob a luz crua e mordente do gás, sempre à
última hora, febricitante de pressa, escorrendo suor, com a testa e o nariz
manchado de prêto pelas dedadas de craião, fumando àvidamente cigarretes,
falando sempre, cantando, assobiando ou deitando complacentemente a língua de
fora às figuras (…)"
Ramalho Ortigão (sobre Rafael Bordalo
Pinheiro), As Farpas,
Abril de 1882

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