
Temos
assistido a números preocupantes de idosos, que morrem abandonados pela família
e pelo próprio Estado. Pelos seus familiares por razões económicas e culturais.
Cada vez menos se cultiva a tradição clássica da família, por causa dos
inúmeros fenómenos sociais que vão criando maior isolamento.
Primeiro
não havia internet, televisão, redes sociais, o que reforçava a necessidade de existir
mais diálogo, convívio entre pais, filhos e avós. Hoje não se passa isso. Nas
situações mais simples do nosso quotidiano, verificamos essa situação. Se
repararmos, no final das refeições, cada um corre para seu lado, não ficam na
mesa sentados a falar das suas vidas, como a escola e o trabalho.
Antigamente
os pais tinham muitos filhos, por tradição e por razões culturais que
representava de certa forma, uma garantia de futuro para os acompanhar e cuidar
nos fins da vida, porque os filhos sentiam-se na obrigação de tomar conta do
país na sua velhice!
Hoje os
tempos mudaram, há maior exigência da vida, todos trabalham e fica mais difícil
os filhos privarem-se do rendimento do trabalho para tomar conta dos país, o
que significa que deveria ser o Estado a ajudar e a criar Lares Públicos ou
Centros de Dia de acolhimento para os idosos, em vez de entregar essas
actividade à especulação económica dos particulares e exigir-lhe regras
apertadas de funcionamento.
Face a
este fenómeno que a todos envergonha, o Ministro da Solidariedade prepara-se
para apresentar novas medidas de emergência, para flexibilizar o funcionamento
dos Lares, com o objectivo de aumentar as vagas.
Por
muito que nos custe, hoje a terceira idade é uma geração esquecida, na vida e
nos dias especiais, como o dia do pai/mãe, anos, Natal, Páscoa, porque
infelizmente vive com o drama do abandono e solidão, sem retribuição do amor,
carinho e ternura que deram com muito esforço aos seus filhos!
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