quinta-feira, 30 de abril de 2009

As Maias

«O dia das "Maias" é o primeiro de Maio, que desde tempos imemoriais se comemora em Portugal e assume diversas formas celebrativas de Norte a Sul. No Minho, Douro Litoral e Beira Litoral (seguindo a lição de Ernesto Veiga de Oliveira- quem mais completamente estabeleceu o painel maiático, reolhendo maieiticamente contribuições parcelares anteriores - in "Comércio do Porto", de 13 de Maio e 24 de Junho de 1958) , a essência festejante está na aposição de giestas (por antonomásia "maias"), às vezes de outras flores, nas janelas, nas frestas ou aldrabas das portas, nos currais, em cancelas, nos próprios animais, nas lojas de artífices, e em camionetes, locomotivas, passagens de nível, barcos e traineiras, ostentando rapazes e raparigas, com as orelhas floridas, os seus melhores trajos.
Em Trás-os-Montes, além de se enfeitarem as portas das casas com flores de giestas, as raparigas adornam um menino que dizem representar o "Maio-moço" e passeiam-no pelas ruas com grande ruído alegre, cantando e bailando em volta dele (Abade de Baçal). Na Beira-Alta e na Beira-Baixa (embora nesta apareça excepcionalmente um boneco de palha) são também rapazes ataviados de giestas quem personifica o "o Maio", retouceiro e sátiro, centralizando o peditório cerimonial em dinheiro ou castanhas.
Na Estremadura, a "Maia" é uma rapariguinha adereçada com flores que percorre as ruas da povoação acolitada pelas companheiras. Nas províncias do Sul a pessoalização também é normalmente feminina. Assim no Alentejo, com particular incidência em Beja. Aqui as "Maias" são meninas que vestem de branco e enfeitam com flores, pondo-lhes na cabeça um coroa de mais flores, e sentando-as em cadeiras, à esquina de alguma rua, nalgum largo ou junto à porta de sua casa. Em seu trono enfeitado de rosas se aquietam algumas horas, enquanto companheiras mais crescidas, com pequenas bandejas na mão, pedem a quem passa: "-Meu senhor, um tostãozinho para a 'maia'!"; ou "Um tostão para a Maia- que não tem saia!" (Manuel Joquim Delgado). No Algarve, em quase todas as casas é costume arranjar-se um grande boneco de palha de centeio, farelos e trapos, que depois vestem de branco e cercam de flores. É a "maia" colocada à vista de quem passa, e em volta da qual se fazem bailes e descantes (Reis Dâmaso)» José Quitério, "As Maias" in "Manjares Rituais em Portugal", cap. III do LIVRO DE BEM COMER (Assírio & Alvim, 1987)
Enquanto qu o hábito de se colocarem giestas amarelas às portas, varandas, etc. não se perdeu, assim como perdura o costume de se fazerem bonecos de palha, será que ainda se encontram rapazes e raparigas, meninos e meninas enfeitados tal como estes textos antigos relatam?
Todavia no 1º de Maio não há só esta tradição ligada aos ramalhetes de maias e aos "maios", a bonecada satírica; também se verificam práticas de "manjares rituais", como por exemplo o costume de se comerem castanhas com o objectivo de conjurar o "Maio", o "Burro" ou o "Carrapato": «Como diz Ernesto Veiga de Oliveira, na faixa ocidental atlântica do país, do Minho ao Tejo, não há nenhuma prática alimentar específica deste dia. Em Trás -os-Montes e nas Beiras Altas e Baixas já o caso muda de figura. Em Bragança, informa o Abade de Baçal que se comem castanhas, para "evitar mordos do burro". Em Rio de Onor - é Jorge Dias que o escreve- no 1º de Maio é costume toda a gente comer castanhas, dizem eles que é para se livrarem das maleitas. (...) em Vouzela as castanhas secas ou piladas chamam-se Maias (...) e em Tabuaço anda pelas ruas, no 1º de Maio, um rapaz muito enfeitado a gritar com uma voz muito prolongada: "-Castanhas ao Maio!..."» (id.)*
in dias com árvores

Gripe suína

Esclarecimentos da OMS
. Perguntas e respostas sobre a gripe suína
. A gripe suína teve origem na capital do México e neste país sul-americano há já registo de mais de uma centena de mortes devido à doença. Nos EUA ainda não há registo de vítimas mortais, mas as autoridades declararam o estado de "urgência médica" e há mais de 20 casos confirmados. Na Europa são também vários os países com registo de doentes, incluindo França e Espanha.
. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preparou um documento no qual dá resposta às perguntas mais frequentes sobre a gripe suína.
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- O que é a gripe suína?
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Trata-se de uma doença do foro respiratório altamente contagiosa que afecta os suínos, nos quais é muito frequente mas com reduzido índice de mortalidade. O vírus transmite-se por via aérea, mediante contacto directo e indirecto. Até agora raramente era transmitida ao homem. Este surto parece ter origem numa nova estirpe até agora desconhecida, o H1N1, apesar de entre os porcos também circularem outros vírus, como H1N2, H3N2 e H3N1. Os surtos de gripe são frequentes entre suínos, especialmente no Outono e no Inverno.
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- Como é que a gripe suína afecta a saúde humana?
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Há informações esporádicas de surtos de infecções de gripe suína em humanos. Geralmente, os sintomas são idênticos aos de uma gripe comum (febre, dores de cabeça, dores musculares, etc), mas este tipo de gripe provoca mais vómitos e diarreia. A manifestação clínica pode ir de uma infecção ligeira a uma infecção pulmonar mortal.
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- Como é que as pessoas podem ser infectadas?
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Normalmente o contágio tem início nos porcos infectados, apesar de haver registo de algumas pessoas que foram infectadas sem ter mantido qualquer contacto com suínos. Há registo de transmissão entre humanos, mas tem sido limitado a grupos muito restritos de pessoas.
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- É seguro comer carne de porco e produtos derivados de suíno?
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Sim. A gripe suína não se transmite através do consumo de carne de porco adequadamente processada e preparada ou através de produtos derivados de suíno. O vírus da gripe é eliminado quando cozinhado a temperaturas superiores a 70º Centígrados.
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- Existe risco de pandemia?
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É provável que a maioria das pessoas, sobretudo as que não têm contacto regular com porcos, não tenham imunidade ao vírus da gripe suína. Assim, a confirmar-se que a nova estirpe da gripe suína se transmiti entre humanos, é possível que possa causar uma pandemia (epidemia a nível mundial). O impacto de uma pandemia ocasionada por este tipo de vírus é difícil de prever: depende de factores como a resistência do vírus e a imunidade verificada nos humanos. O vírus da gripe suína pode dar lugar a um vírus híbrido, cruzando-se com o vírus da gripe humana e causando, assim, uma pandemia.
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- Há uma vacina humana para proteger da gripe suína?
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Não. O vírus da gripe muda rapidamente e a coincidência entre a vacina e o vírus é muito importante para que se verifique uma imunidade eficaz nas pessoas vacinadas. A OMS está a trabalhar de perto com outras instituições para que seja emitido um novo aviso sobre a vacina da gripe que possa também prevenir a infecção causada pela gripe porcina. Os EUA já anunciaram que estão a trabalhar para desenvolver uma vacina contra a nova estirpe da gripe suína, mas avisam que este processo pode demorar meses.
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- Existe tratamento para a gripe suína?
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Os fármacos antivirais para a gripe comum estão disponíveis nalguns países e previnem o tratamento da doença de maneira eficaz. Há duas classes destes medicamentos: adamantanes (amantadina e remantadina) e os inibidores de neuraminidasa (oseltamivir e zanamivir). Até agora, os casos de gripe suína foram totalmente tratados sem necessitar de atenção médica especial, nem medicamentos antivirais. Mas esta nova estirpe está a exigir outro tipo de precauções e, de acordo com as primeiras informações, é sensível a dois medicamentos antivirais, o Tamiflu e o Relenza, que devem ser tomados nos primeiros dias de sintomas para que sejam mais eficazes. * in sic

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Campeonato Distrital de Futsal Vila Real

27ª Jornada – 24 de Abril 2009, 21.00 horas.
Pavilhão Gimnodesportivo de Vila Real
Assistiram ao Jogo cerca de 50 espectadores.
Diogo Cão 0 Futsal Mondim de Basto 2
Diogo Cão: Maneca, Marco, Luís Correia, Pedro, Daniel, Luís Patas, Mauro, Nuno. Treinadora: Joana. Futsal Mondim Basto: Brioso, Chumbadinha (1 golo), Kukes, Miguel Ângelo, Ruben, Nuno, Toni, Litos, Luís (1 golo), Gijo, Victor. Treinador: Cassiano Intervalo: 0 - 1 Mondim em Serviços Mínimos…
A equipa de futsal de Mondim de Basto amealhou mais uma vitória e continua a sua caminhada solitária e cada vez mais distanciada dos restantes adversários, a vantagem pontual para o segundo é a quase de 20 pontos, mais um jogo, mais uma vitória, desta vez não muito convincente mas mesmo assim na primeira parte o visitante enviou quatro bolas aos postes da baliza contrária e criou uma serie de oportunidades que podiam ter dado outros números ao marcador, mas o que é certo é que ao intervalo a vantagem era mínima, o resultado era de 0-1 e estava tudo em aberto para a segunda parte.
Na 2ª parte o Diogo Cão equilibrou o jogo e começou a arriscar mais no ataque e esteve sempre atento jogando no erro do adversário para poder mudar o rumo dos acontecimentos, mas isso não foi suficiente para virar o jogo e o visitante depois de fazer o segundo golo jogou com o tempo e tentou apenas manter este resultado, privilegiando a posse de bola como já é habitual, foi um jogo pachorrento e com um desfecho que já era previsível, mas á que salientar a boa réplica que a equipa da casa ofereceu ao campeão, foi sempre um conjunto incomodo e que tentou jogar de igual para igual, atletas muito novos, aguerridos e disciplinados, que só se deram por vencidos após o apito final.
Melhor em Campo: A equipa do Diogo Cão que não se intimidou com o adversário e fez uma boa 2ª parte.
Equipa de arbitragem: Esteve muito bem, jogadores também facilitaram o seu trabalho. Texto: F. Machado

Nota à Comunicação Social

Informo todos os interessados que se irá realizar mais uma reunião informal do MMS no Porto no próximo dia 30 de Abril, excepcionalmente uma Quinta-Feira.
A reunião terá lugar no nº 571, 2º andar da Rua de Santa Catarina no Porto.
Para mais informações consultar http://mmsporto.blogspot.com/ ou o ficheiro em anexo.
Os melhores Cumprimentos,
Nuno Cravino

terça-feira, 28 de abril de 2009

Caça talentos

SUSAN BOYLE - As aparências iludem... FABULOSO....
UMA LIÇÃO PARA AQUELES QUE SE ILUDEM COM AS APARÊNCIAS.....
A desempregada Susan Boyle não é nenhum modelo de beleza, mas teve coragem para enfrentar o júri ferino e a platéia debochada do programa "Britain's got talent", no último sábado. Recebida com risos e desconfiança, por conta de sua aparência, ela calou a todos quando começou sua interpretação de "I dreamed a dream", do musical "Les miserables". O vídeo de cinco minutos e pouco, com o antes e depois de sua apresentação é atualmente o maior sucesso do Youtube - até a tarde desta terça-feira, já havia sido visto mais de 2,5 milhões de vezes.
- Qual é o seu sonho? - perguntou o apresentador Simon Cowell, que também costuma maltratar candidatos do outro lado do Atlântico, no "American idol".
- Tentar ser uma cantora profissional - respondeu Susan, de 47 anos, com um sorriso no rosto, diante de assobios do público e caretas irônicas dos jurados.
Para assistir click no link abaixo.

Nota à Comunicação Social

A Assembleia Concelhia de Braga do Bloco de Esquerda aprovou, por voto secreto unânime, os nomes de João Delgado e António Lima para encabeçarem as listas à Câmara e Assembleia Municipal nas próximas eleições autárquicas.
António Lima, é advogado, foi deputado municipal em 2001/2005 e cabeça de lista à Câmara em 2005.
João Delgado, professor e autor multimédia, é líder da bancada do BE na Assembleia Municipal e membro da Mesa Nacional do partido, assumindo agora o desafio e a responsabilidade de ser o primeiro vereador eleito pelo Bloco de Esquerda na Câmara de Braga.
Na apresentação dos candidatos Custódio Braga, da Comissão Coordenadora Concelhia, justificou a proposta do nome de João Delgado com a experiência por este acumulada na Assembleia Municipal, onde, na defesa das propostas do Bloco e na oposição a Mesquita Machado, assumiu papel de destaque, merecendo mesmo, não raras vezes, o elogio de outros partidos da oposição. Custódio Braga lembrou que João Delgado protagonizou, em nome do Bloco de Esquerda, a contestação à nomeação de Domingos Névoa para a Braval, sendo um dos primeiros subscritores da petição que forçou a demissão do condenado por corrupção.
O plenário bloquista discutiu também as próximas tarefas, definindo como prioridade a constituição de listas às assembleias de freguesia até final de Junho, e apelando aos cidadãos e cidadãs que se revêem nas políticas nacionais e locais do Bloco para que transformem o seu apoio em participação, contactando o partido para integrar as candidaturas por todo o concelho.
O independente Manuel Sarmento, professor universitário e ex-líder municipal do PS, foi convidado e aceitou assumir a coordenação da equipa que vai redigir o programa autárquico a apresentar aos bracarenses.
O Secretariado Concelhio de Braga do Bloco de Esquerda
Braga, 26 de Abril de 2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Codessoso queixa-se de cheiros do aterro

O aterro sanitário de Codessoso está a provocar maus cheiros que atormentam o dia-a-dia da população local, que tem dias que nem pode sair de casa. Junta de Freguesia lamenta falta de poder para alterar a situação.
Os habitantes da freguesia de Codessoso, Celorico de Basto, estão a ficar sem paciência para suportar o mau cheiro do aterro sanitário que está instalado na localidade desde 2001. Os moradores, abordados pelo JN, confirmaram que a situação é agora mais grave do que no início do funcionamento do aterro e ilustram o cenário de forma inequívoca. "Tem vindo a piorar muito nos últimos tempos e tem-se tornado insuportável porque é todos os dias", afirmou uma idosa sentada à soleira da porta de casa, local onde passa a maior parte do dia.
Dias há em que, garante, "é um cheiro que até dá vómitos. Tem-se de fechar as portas e mesmo assim o fedor passa para dentro das casas". Em Codessoso, as pessoas não querem dar a cara para denunciar a situação, mas lá vão lamentando o facto de terem o aterro à porta de casa. "Há dias que só se sai de casa com a mão no nariz", contou outro habitante. A situação agrava-se nos dias de maior em que humidade e nevoeiro.
Outra das queixas dos moradores prende-se com a não utilização, por parte dos responsáveis do aterro, de um produto que amenize o mau cheiro. "Dizem que têm lá um produto qualquer para não haver mau cheiro, mas esse produto deve ser caro porque raramente o utilizam", lamentam. Aliás, em Codessoso diz-se que esse produto contra o mau cheiro é apenas utilizado quando o aterro é visitado por crianças das escolas e infantários da região.
Manuel Pinheiro, presidente da Junta de Freguesia, confirmou as queixas da população mas assume que "não há volta a dar", uma vez que o aterro está a funcionar há oito anos e tem uma vida útil de, pelo menos, mais quatro. "Quando alguém reclama a REBAT coloca uma máquina que atenua o cheiro mas não há mais nada a fazer", afirmou, resignado. O autarca já mandou ofícios à Câmara e ao Ministério do Ambiente mas a resposta recebida confirma a legalidade do aterro .
O JN tentou sem sucesso contactar o administrador executivo da REBAT, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos do Baixo Tâmega, S.A.. * 2009-04-08 - carlos Rui Abreu - In JN

Sinais da crise

Estado substituiu dez mil pais no pagamento de pensão de alimentos em 2008
O Estado pagou mais de 14 milhões de euros em pensões de alimentos a crianças em 2008, substituindo dez mil pais que por ausência, dificuldades económicas, ou doença não contribuíram para essa responsabilidade parental decretada judicialmente. O valor médio de uma prestação mensal de alimentos rondou em 2008 os 140 euros. Actualmente situa-se nos 142,89 euros mensais.
A prestação é decretada pelo tribunal após verificação dos pressupostos legais, mas a legislação fixa um valor máximo a atribuir neste tipo de prestação de 384 euros, em vigor para o triénio 2007/2009.
De ano para ano, o número de pedidos tem vindo a aumentar e só nos primeiros três meses deste ano entraram 1.015 novos pedidos para que seja o Estado a dar às crianças o auxílio financeiro que deveria ser prestado por um dos progenitores: pai ou mãe.
Em todo o ano de 2008 entraram 3.130 novos pedidos e em 2007 há o registo de 2.714 novos processos que se vão juntando a muitos outros já activos, perfazendo assim os mais de 10 mil apoios.
Estes valores são pagos através do Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores, do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, criado em 1998 para assegurar as prestações caso a pessoa obrigada judicialmente a prestar alimentos a um menor não possa realizá-lo por absoluta incapacidade económica.
Segundo dados a que a Lusa teve acesso, actualmente este fundo tem 10.438 processos activos, além de outros 29 processos que aguardam resposta dos tribunais.
Desde 2000, primeiro ano de funcionamento do Fundo de Garantia, e até hoje entraram 15.698 processos, dos quais apenas 5.530 foram suspensos por já não haver necessidade de apoio Estatal: ou porque o devedor assumiu a responsabilidade ou porque o menor atingiu idade e independência económica.
A divulgação da existência deste Fundo e ainda a crise económica mundial que também está a afectar as famílias portuguesas são algumas das justificações para este aumento do número de pedidos referidas pelo presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social em declarações à agência Lusa.
«Há uma simbiose dos dois factores: Um crescendo por razões económicas, mas também porque tem havido divulgação deste benefício» , disse José Gaspar.
A região norte é a que, pelo menos desde 2006, verifica maior número de processos: 825 em 2006, 925 em 2007 e 1.335 em 2008.
Segundo os dados, a região centro era a segunda com maior número de pedidos até ao ano de 2007, mas em 2008 a região Sul do país apresentou maior número de processos, num total de 745 contra os 692 do Centro.
As regiões autónomas da Madeira e Açores tiveram em 2008, respectivamente, 85 e 74 processos pagos.
Este apoio do Estado, que em 2008 se traduziu num investimento de perto de 15 milhões de euros, foi em 2007 de 13 milhões de euros em pensões.
Em 2006, ano em que nos tribunais, segundo dados do Ministério da Justiça, se registaram 777 processos cíveis e 139 da justiça tutelar relacionados com o incumprimento da prestação alimentícia, o Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores da Segurança Social pagou 9,8 milhões de euros em pensões de alimentos.
Portugal tinha em 2006 dois milhões de pobres segundo um estudo de Nuno Alves do departamento de estudos económicos do banco de Portugal, dois quais 300 mil eram crianças.
Lusa / SOL

sábado, 25 de abril de 2009

Liga de Futsal de 2009 -Celorico de Basto

A freguesia de Codessoso, vai ter a competir na próxima edição da Liga Masculina de Futsal de Celorico de Basto, duas equipas, o Grupo Desportivo de Codessoso, que na época passada ficou entre as quatro melhores equipas da prova, vai participar a Primeira Divisão Série A, por sua vez, o Clube Atléctico de Codessoso que na época anterior não participou na competição, vai disputar a Segunda Divisão Série B.
Pela primeira vez, o Grupo Desportivo Codessoso vai ter uma equipa na Liga de Futsal Fenimino de 2009, onde integra a Série B.
E o Clube Atléctico de Codessoso, uma equipa na Liga Infantil. Sorteio das Ligas de Futsal de Celorico 2009
Já foi realizado o sorteio que define os quadros competitivos das Ligas de Futsal celoricenses 2009, organizadas pela Associação de Futsal de Celorico de Basto que no Auditório celoricense da Quinta do Prado, contou com a presença de todos os 48 clubes participantes. Refira-se que as Ligas de Futsal de Celorico têm inicio em meados próximo mês de Maio.
Liga Rebat Futsal Infantil:
- FC Gandarela- Estrelas do Sol
- Os Miúdos de Celorico
- ACR Fervença- GD Agilde
- Clube Atlético de Codessoso
- Pérola - Manuel Avelino Seguros
Liga Calvelo Futsal Feminino
Serie A
_ As Celoricenses
- Jovens de Ribas
- As Calvelinhas
- As Panteras- F.C. Caçarilhe
- Sport Clube Canedense
Serie B
- Forca Team
- Movete Girl
- Vale de Bouro
- ACR Fervença
- GD Codessoso
- As Mafarricas
Liga Super Viva de Futsal Masculino
2ª Divisão
Serie A
- ACR Fervença
- Real Borba Futsal Clube
- Carvalho Feira
- Dragões de Britelo
- Ribas Teen
- Filipe Costa Cabeleireiros
- Juventude de Veade
- CD Infesta- Kappa Café
Serie B
- Amigos de Borba
- Gandarela de Basto
- Clube Atlético de Codessoso
- Auto Ramos - Ourilhe
- FC Caçarilhe
- Prest Nett - Lusatec
- Futsal Clube Santa Tecla
- Gémeos Futsal Clube
1ª Divisão
Serie A
- Ares de Montelongo
- Jovens de Ribas
- GD Codessoso
- Carvalho FC
- Vale de Bouro
- ACR Ourilhe
Serie B
- Juve Gagos
- Sport Clube Canedense
- Arcar And Forca Team
- Molares FC
- GD Agilde
-S. João do Mosteiro de Arnoia * in notícias de basto

25 de abril de 1974

Resumo do dia 25 de Abril de 74
Otelo Saraiva de Carvalho por volta das 22 horas do dia 24/4/1974 fardado com blusão de cabedal chega ao Regimento de Engenharia Nº1, na Pontinha. É ali que o major acompanhado de outros oficiais: Os tenentes-coronéis Garcia dos Santos e Lopes Pires, o comandante Victor Crespo, os majores Sanches Osório e José Maria Azevedo, o capitão Luís de Macedo…
Ali instalam o posto de comando num pequeno anexo com as janelas tapadas por alguns cobertores, sobre a mesa uns papéis manuscritos e um mapa de estradas do Automóvel Clube de Portugal edição de 1973 que fazia de carta operacional com os esboços das movimentações, sendo a base do "plano geral das operações" que se dividia em duas zonas; Zona Norte que começava no eixo a sul do Porto e Lamego para norte.
Zona Sul desse eixo para sul, dividido em quatro sectores; Sector Norte, até a sul de Coimbra, Sector Centro até norte de Santarém, Sector Sul daí para sul, Sector Lisboa que também incluía Santarém. Dali do Posto de Comando com o nome de código «Óscar» dão o conhecimento da situação e as instruções às unidades militares de todo o país envolvidas nas operações.
O primeiro sinal como combinado seria dado pelo então posto "Emissores Associados de Lisboa" às 22:55. João Paulo Dinis era lá locutor e fizera a tropa em Bissau sob as ordens de Otelo, daí a escolha de Otelo. E cabe a Dinis às 22:55 dar voz e escolher a canção « E Depois do Adeus », de Paulo de Carvalho, canção vencedora desse ano do Festival da Canção RTP e que iria a alguns dias representar Portugal no Festival da Eurovisão.
A segunda senha é dada na "Rádio Renascença". Otelo fazia ponto de honra que fosse uma canção do Zeca Afonso e estava indeciso entre «Venham Mais Cinco» e «Trás Outro Amigo Também» eram as suas preferidas mas logo os seus camaradas fizeram notar que seriam canções muito obvias e que iriam suscitar desconfiança.
Foi assim que o jornalista Carlos Albino sugeriu «Grândola Vila Morena» e é esta que acaba por ir para o ar no programa «Limite» de Paulo Coelho e Leite de Vasconcelos que antes de pôr o disco recita a primeira quadra de «Grândola Vila Morena». São 0:20 e grande parte das forças envolvidas põe-se em movimento. O Quartel-General da Região Militar de Lisboa é o centro nevrálgico das "Forças do Regime". O edifício é tomado pelo Batalhão de Caçadores 5 com o código «Canadá».
A mesma unidade também se encarrega de proteger a residência do general António de Spínola, o general Francisco Costa Gomes não foi alvo de protecção porque não dormiu em casa. Importante é também o aeroporto da Portela, operação com o código «Nova Iorque» que fica encarregue à Escola Prática de Infantaria (EPI) de Mafra que às portas de Lisboa a coluna militar perde-se nas ruas e becos escuros de Camarate. Junto ao aeroporto o capitão Costa Martins esperava a coluna da EPI e desesperava e decide neutralizar sozinho de pistola em punho a guarda do aeroporto e entrou mesmo na torre de controle fazendo «bluff» durante mais duma hora dizendo que o aeroporto estava cercado e para se interditar o espaço aéreo português imediatamente.
A EPI chegada toma de imediato conta do aeroporto e ainda neutraliza o Regimento de Artilharia Ligeira 1 em Lisboa junto ao aeroporto. A Escola Prática de Transmissões fazia as escutas telefónicas militares das forças do regime que depois transmitia ao Posto de Comando. O Regimento de Cavalaria 3 de Estremoz vem a Lisboa com a missão de controlar a Ponte Sobre o Tejo, tomando posições do lado sul do Tejo (Pragal). Enquanto nas colinas adjacentes à ponte de ambos os lados a Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas toma posições apontando baterias junto ao Cristo Rei, para o Terreiro do Paço e Monsanto. A mesma unidade depois vai lá baixo à Trafaria libertar os militares que tentaram a 16 de Março o "golpe das Caldas da Rainha" e que se encontravam presos na Casa de Reclusão da Trafaria.
Os órgãos de comunicação social também eram de crucial importância controla-los. Para isso coube à RTP (única emissora televisiva da época) ser tomada pela então, Escola Prática de Administração Militar, (operação; código Mónaco) já que se situava na mesma rua, (Alameda das Linhas de Torres em Lisboa). A antiga Emissora Nacional, actual RDP na rua do Quelhas foi tomada com meios limitados pelos capitães Oliveira Pimentel e Frederico de Morais mais 40 praças de especialidades diversas do Campo de Tiro da Serra da Carregueira. Na rua Sampaio Pina à porta do Rádio Clube Português estão estacionados homens do BC5 dali perto (Campolide) chefiados pelo capitão Santos Coelho e pelo Major Costa Neves da Força Aérea o qual no momento da tomada do RCP é questionado pelo porteiro; se não podiam aparecer após as 9 horas da manhã, que sempre já lá estaria mais gente para os receber!!! Costa Neves e seus camaradas forçam a entrada e é esse o posto escolhido para emissor do MFA.
Como previram que as forças do regime pudessem cortar as ligações às antenas do RCP do Porto Alto, tal como vieram a tentar, então a guarda das antenas ficaram a cargo da Escola Prática de Engenharia, de Tancos que também controlou a ponte de Vila Franca de Xira e a casa da moeda em Lisboa. Então através do RCP o MFA apresenta-se ao país pela 1ª vez às 4:26 (estava previsto ser às 4 horas mas o engano de percurso da EPI em Camarate atrasou o comunicado) a voz é do jornalista Joaquim Furtado:
«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas...». A programação é alterada e passa o hino nacional, marchas militares e canções de protesto e de contestação. Sucedem-se os comunicados escritos por Victor Alves e Lopes Pires no quartel da Pontinha, que eram lidos aos microfones do RCP. Mediante esta situação os ouvintes ficam a par do desenrolar dos acontecimentos. Mas a missão principal cabe ao capitão Salgueiro Maia e seus homens da Escola Prática de Cavalaria, vindos de Santarém ficam-lhes encarregues várias acções desde de "despiste" ou seja; chamar a atenção das forças fiéis ao regime através dum itinerário ostentatório no sentido de dispersar as capacidades inimigas. E ainda de controlar o Banco de Portugal, a Rádio Marconi e o Terreiro do Paço. Ali, o ministro do Exército, general Andrade e Silva perante a situação manda abrir à picareta um buraco na parede do gabinete por onde foge mais os ministros da Marinha, da Defesa e do Interior acompanhados de militares de altas patentes. Antes do golpe a Marinha e a Força Aérea haviam sido contactadas para aderirem mas garantiram a neutralidade.
Mas o capitão-de-fragata Seixas Louçã que comandava a fragata «Almirante Gago Coutinho» integrada na NATO e com grande poder de fogo, resolve, ameaçar disparar sobre o Terreiro do Paço. Ao que é posta ao corrente das baterias de artilharia, já prontas a disparar, posicionadas nas colinas junto ao Cristo Rei. A tripulação ao saber rebela-se e ao fim da manhã a fragata retira-se e vai fundear-se no Alfeite. Momento importante, quando a coluna EPC é interceptada na Avenida Ribeira das Naus por tropas fieis ao regime comandadas pelos brigadeiro Junqueira dos Reis e o tenente-coronel Ferrand d’Almeida, com tanques Patton M47.
É o próprio Salgueiro Maia que vai tentar dialogar, saindo a pé e de lenço branco na mão hasteado e uma granada escondida na outra, ao que o brigadeiro dá ordens para disparar sobre o capitão mas que ninguém obedece! E depois mesmo alguns tanques de Cavalaria 7 passam-se para o lado de Salgueiro Maia. Outro momento muito importante dá-se às 5 horas quando o Major Silva Pais director-geral da PIDE/DGS dá conhecimento ao presidente do Conselho (função que equivale actualmente à de primeiro-ministro), Marcello Caetano dos acontecimentos que este ainda desconhecia. Referindo que a situação era grave e dando instruções para se refugiar o mais depressa possível no Comando-Geral da GNR no Largo do Carmo porque era um dos sítios que não se encontrava sitiado e que passava mais despercebido.
Mas que veio a revelar-se uma grande armadilha! Primeiro porque soube-se da sua entrada no Quartel do Carmo às 6 horas, ao que o major Otelo deu ordens para Salgueiro Maia se dirigir para o Largo do Carmo e sitiar completamente o quartel para que não houvesse fugas pelas traseiras. Na ida da coluna de Salgueiro Maia para o Largo do Carmo, uma companhia do RI 1 comandada pelo capitão Fernandes tenta bloquear a passagem mas após curto diálogo, passam-se para o lado dos revoltosos. Embora em telefonemas mais tarde tentassem convencer Otelo que Caetano não se encontrava lá mas Otelo sabia que era para as forças do regime ganharem tempo. E segundo porque quando as individualidades mais importantes ligadas ao regime foram socorridas pelo ar, por um helicópetero como no caso do Regimento de Lanceiros 2, esse mesmo helicópetero tentou ajudar a fuga de Marcello Caetano, só que não havia sítio para o helicópetero aterrar e por isso Marcello Caetano receoso permaneceu encurralado no Quartel do Carmo com blindados apontados e ouvindo uma multidão crescente que tinha acordado dum sono profundo ou que tinha aprendido ou descoberto nesse dia que existiam outras coisas como democracia e liberdade…
E gritavam: Por vingança e palavras de ordem contra a ditadura e guerra colonial e outras coisas. Salgueiro Maia depois terá mesmo pedido calma ao povo de megafone em punho. Mesmo que o regime não caísse as coisas já não seriam mais como antes, o povo nesse dia tinha ouvido coisas novas e ficou a saber em que tipo de regime e que tipo de politicos governavam o país por isso aderiram de imediato ao Movimento das Forças Armadas! O tempo passava a GNR não reagia numa tentativa de ganhar tempo. Maia dá um ultimato à GNR mas nada! No Posto de Comando desesperavam e Otelo envia um bilhete escrito a Maia: «Com metralhadoras rebenta com as fechaduras do portão, que é para saberem que é a sério!»
Ás 15:10 são dados 10 minutos. (Temia-se que um helicópetero afecto às Forças do Regime podesse largar uma bomba sobre as forças revoltosas no Largo do Carmo). Após o prazo esgotado, às 15:25 as metralhadoras duma viatura chaimite disparam contra a frontaria do quartel. Como não houvera reacção da parte do quartel, passado algum tempo um blindado toma posição de canhão apontado e é nesse momento que surgem dois civis:
Pedro Feytor Pinto e Nuno Távora, quadros da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, medianeiros entre Spínola e Caetano, este último melindrado com a situação dizia: «Não quero que o poder cai na rua». Feytor Pinto telefona a Otelo que em nome do MFA, mandata o general Spínola para receber a rendição de Caetano. Às 18 horas, chega Spínola de automóvel com farda Nº 1. Caetano submete-se e entrega a Spínola o poder e pede protecção. Spínola transmite a Caetano a intenção do MFA de o enviar para o Funchal. (Iria partir para o Funchal no dia seguinte pelas 7horas, a ele juntaram-lhe também entre outros o Presidente da Republica Almirante Américo Tomás que durante a longa noite da revolução não deu sinal de vida, como se não fosse nada com ele, passou o dia na sua casa no Restelo, saindo sobre escolta para o aeroporto). E assim às 19:30 sai do quartel o chaimite «Bula», no interior vão Marcello Caetano e António Spínola em direcção à Pontinha, por entre uma multidão eufórica que celebra a "Liberdade" com cravos vermelhos. Às 19:50 é emitido o comunicado:
«O Posto de Comando do MFA informa que se concretizou a queda do Governo, tendo Sua Excelência o Professor Marcello Caetano apresentado a sua rendição incondicional a sua Excelência o General António de Spínola». Logo após as 20 horas é lida no RCP a «Proclamação do Movimento das Forças Armadas». E à 1:30 já do dia 26/4/74 aparecem na televisão as novas caras do poder: A Junta de Salvação Nacional, como presidente, António de Spínola, em que lê uma proclamação ao país: …Um novo regime… A democracia, a paz. Francisco Silva

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Passeio da Liberdade

A Câmara Municipal de Celorico de Basto vai realizar no dia 25 de Abril o "Passeio da Liberdade" através da Coordenação Municipal de Desporto com o apoio da Associação celoricense Basto Move-te . O percurso que os participantes pisotearão será maioritariamente urbano, procurando-se realçar aspectos, histórias e vivências deste intenso período de 1974. Em simultâneo, esta caminhada trará novas perspectivas do núcleo urbano da vila de Celorico de Basto. Em termos logísticos, esta caminhada será de dificuldade física e técnica baixas, com uma extensão total inferior a 10 Km. A inscrição é livre de custos, basta comparecer no próximo Sábado, na Praça Cardeal D. António Ribeiro, para início da marcha às 9 da manhã. * in noticías de basto

Linha do Tâmega

As obras na ecopista da Linha do Tâmega já começaram e estão a decorrer a bom ritmo. A empreitada vai desenvolver-se em quatro partes, contemplando a primeira a requalificação do canal e as três restantes a dos espaços exteriores das estações de Amarante e os apeadeiros de Gatão e Chapa. Os custos da empreitada ascendem a 1 milhão 569 mil euros, IVA excluído.
Com uma extensão de cerca de 10 quilómetros, a ecopista terá uma largura constante de 3,50 metros, sendo posto especial ênfase no pavimento por se considerar que este "constitui um dos seus principais factores de qualidade e de atractividade, pela capacidade de a tornar praticável ao maior número de actividades".
Assim, para o troço principal é proposto betuminoso colorido em tons terra, secundado por lancis de nível em madeira tratada. A opção pelo pavimento betuminoso é justificada pelas características de conforto e polivalência que aquele material confere, através do baixo atrito ao rolamento.
Os lancis em madeira tratada, por seu turno, lê-se na memória descritiva do projecto, "representam uma procurada reminiscência ao uso ferroviário anterior (chulipas) e uma correcta ligação ao meio envolvente - que um material mais urbano ou industrial não conseguiria - e formalizam o limite da ecopista, sem, contudo, se constituírem como obstáculos, uma vez que se apresentam de nível". Como pavimentação secundária nos pontos de atravessamento de vias de comunicação formais é proposta calçada grossa de granito da região, o mesmo acontecendo nos troços de caminhos rurais.
Em termos de mobiliário urbano, cuja instalação visa acrescentar maior conforto na utilização da ecopista, bem como assegurar condições de higiene, limpeza e segurança, será diversificada a intervenção: serão dispostos bancos e papeleiras ao longo da via, em pontos estratégicos e a intervalos convenientes; sobre os taludes abruptos, serão colocados guarda-corpos em madeira, com 1.10m de altura nas situações de possíveis quedas, bem como guarda-corpos metálicos em situações mais construídas, como nas pontes. * In correio do marão

Notícias da Região

Reabilitação das linhas do Tâmega e Corgo prioritária O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage, defendeu esta quarta-feira que deve ser dada «prioridade» à reabilitação das linhas do Corgo e Tâmega, rejeitando rumores sobre o seu encerramento.
«A CCDRN entende ser de excluir liminarmente qualquer hipótese ou rumor de encerramento ou suspensão prolongada destas linhas históricas do Douro. Pelo contrário, entende que deve ser conferida prioridade à sua reabilitação», afirmou Lage, em declarações à Lusa.
O presidente da CCDRN reagia à decisão anunciada terça-feira à noite pela CP e REFER de encerrar provisoriamente, por razões de segurança, as linhas do Corgo e Tâmega.
O encerramento deve prolongar-se até que sejam realizadas intervenções, que deverão começar dentro de quatro meses.
Encerramento provisório «é um mal necessário»
Carlos Lage confirmou que a decisão «decorre de riscos de segurança que foram identificados» nas duas linhas ferroviárias, considerando que o seu encerramento provisório «é um mal necessário». Nesse sentido, afirmou ser «prioritário o estabelecimento de um calendário das acções de execução de projectos de consolidação e reabilitação das linhas».
Nas declarações que prestou à Lusa, Carlos Lage destacou o «valor histórico, patrimonial e paisagístico inestimável da linha ferroviária do Corgo», que liga Vila Real a Peso da Régua através de zona classificada como Património da Humanidade.
Para o presidente da CCDRN, a preservação e animação desta linha constituem «um importante factor de desenvolvimento turístico e de conservação da memória colectiva, para além da função social de transporte de pessoas e bens que desempenha numa zona de acessos sinuosos». Relativamente à linha do Tâmega, Carlos Lage recordou que se trata de uma ligação «histórica, de valor social e paisagístico assinalável».
«Seria, no mínimo irónico, que fosse encerrada uma linha que assinalou o seu centenário há quatro dias atrás com pompa e circunstância», frisou. * in: iol diário

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Campeonato Distrital de Futsal Vila Real

26ª Jornada - 18 de Abril 2009, 21.00 horas.
Pavilhão Gimnodesportivo de Mondim de Basto
Assistiram ao Jogo cerca de 250 espectadores.
Futsal Mondim de Basto 11 B. V. Vila P. Aguiar 1
Futsal Mondim: Brioso, Chumbadinha (2 golos), Kukes ( 4 golos), Nuno ( 2 golos), Miguel Ângelo, Ruben ( 2 golos), Toni (1 golo), Litos, Luís, Gijo, Victor. Treinador: Cassiano.
B.V.P.Aguiar: João, Paulo, Telmo, Nuno, Jorge Miguel, Ricardo Jorge, Ricardo João, Cristiano, Tiago, Vítor, André (1 golo), Aurélio. Treinador: Ângelo. Intervalo: 5 - 1
Festa do título em Mondim…
A Equipa de Futsal de Mondim de Basto subiu ao Nacional e fez festa anunciada, quando ainda faltam quatro jornadas para terminar o campeonato, era o que já se previa á muito, foi a confirmação da superioridade que se verificou durante todo o campeonato, titulo mais que merecido duma formação recheada de bons atletas, com muita experiência e alicerçados por uma direcção dinâmica e coesa que soube levar o seu barco a bom porto.
Em relação ao jogo pouco há a dizer, a equipa da casa entrou a todo gás com o intuito de resolver depressa o jogo e assim proporcionar aos adeptos uma festa ainda durante o encontro, foi o que veio a acontecer com golos madrugadores que deu estabilidade á equipa para fazer uma exibição segura e de bom nível até ao final do jogo, os visitantes limitaram-se a ver jogar tal era a sua ineficácia defensiva e ofensiva.
Na 2ª parte o jogo foi muito monótono mas mesmo assim com sinal mais para o Mondim que fez rodar o seu plantel todo e testou também outras situações de jogo, jogando alguns minutos com o guarda-redes avançado, deu para tudo até para brincar tal era a apatia do adversário, o visitante continuou uma equipa sem soluções e raramente incomodou o último reduto adversário, foi sempre uma formação encolhida na sua defesa e com poucas soluções para mudar o rumo dos acontecimentos, contra factos não há argumentos, no final a equipa da casa fez a festa mais que merecida.
Melhor em Campo: Kukes fez quatro golos, foi o que mais marcou e por isso distinguiu-se dos restantes.
Arbitragem: Foi normal em jogo facilitado pelos atletas que nunca complicaram o seu trabalho.
Texto: F. Machado

Informação útil

Simulador electrónico para requerimento de apoio judiciário A Direcção Geral de Administração da Justiça disponibiliza uma ferramenta útil para aferir da insuficiencia económica para efeitos de requerimento de apoio judiciário, aqui fica ligação para simulador de apreciação de insuficiencia económica. Simulador: http://www.dgaj.mj.pt/sections/files/circulares/2007/sections/files/circulares/2007/oc-78-2007-anexo-ii/downloadFile/file/SimuladorAJ_2008-v2.xls?nocache=1200331446.02 Direcção Geral de Administração da Justiça:
* blog diáriojurídico